
O médico Oncologista, Dr. Rodrigo Ughini Villarroel participa de evento online como um dos debatedores
24 de setembro de 2021
Tipos de Melanoma
12 de novembro de 2021No dia 27 de setembro é comemorado o Dia Nacional de Doação de Órgãos. Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos, de janeiro a março de 2021, ocorreram 1.562 transplantes de órgãos (envolvendo coração, fígado, intestino, multivisceral, pâncreas, pulmão e rim); 2.560 transplantes de tecido (córnea); e 802 transplantes de células (medula óssea).
A data objetiva promover a reflexão acerca deste tema e incentivar a pesquisa e o debate por parte da população. Pensando nisso, este material tem como proposta esclarecer algumas dúvidas que podem surgir quando se começa a cogitar ser um doador. Vamos lá?
Afinal, o que é a doação de órgãos?
Trata-se do ato de ceder uma ou mais partes do corpo, ou seja, órgãos e/ou tecidos, a fim de auxiliar no tratamento de outro indivíduo através de transplante.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o segundo país que mais realiza transplantes no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Como funciona o processo de se tornar um doador?
O diálogo com a família é importante, principalmente quando a pessoa deseja se tornar doador não vivo. Se o potencial doador registrar seu desejo e houver decisão judicial envolvida, também é uma opção. Porém, esse modelo de consentimento e conversa com familiares ainda é o que mais funciona no Brasil nesse aspecto.
A logística de doações, receptores e filas de espera é administrada pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e todos esses processos estão sob monitoramento do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
Quais órgãos posso doar?
Existe uma gama de órgãos e tecidos que podem ser doados. Porém, isso vai depender do estado clínico de cada um desses órgãos e também da condição do doador. As opções variam dependendo do desejo do indivíduo em se tornar um doador vivo ou não vivo.
Doador vivo
É um indivíduo maior de idade e capaz juridicamente. Um doador vivo pode doar os seguintes órgãos e tecidos:
- Um dos rins;
- Parte do fígado;
- Parte da medula óssea;
- Parte dos pulmões.
Lembrando que é necessário avaliação das condições clínicas do paciente e doenças prévias. Além disso, é de suma importância que haja compatibilidade sanguínea entre receptor e doador.
Doador não vivo
São pacientes que passaram por UTI com quadro de morte encefálica, ou, morte das células do Sistema Nervoso Central, isso faz com que a irrigação sanguínea no cérebro cesse, irreversível e definitiva. Um doador não vivo pode doar os seguintes órgãos:
- Rins;
- Coração;
- Pulmão;
- Pâncreas;
- Fígado;
- Intestino.
Além disso, um doador não vivo também pode doar os seguintes tecidos:
- Córneas;
- Ossos;
- Músculos;
- Tendões;
- Pele;
- Cartilagem;
- Medula óssea;
- Sangue do cordão umbilical;
- Válvulas;
- Veias;
- Artérias.
Como ocorre o transplante?
O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na substituição de um órgão ou tecido proveniente de um doador para um receptor. Ou mesmo a infusão de células tronco hematopoiéticas que não necessitam de procedimento cirúrgico, por exemplo.